quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A música nasce com a gente

   Parece clichê, mas as crianças parecem ter nascido com um cérebro já bem preparado para desenvolver seu próprio mundo musical e que a capacidade de perceber a música é inata. 
     É importante orientar pediatras e famílias sobre os benefícios que essa sensibilização implica logo nos primeiros meses de vida e porque não dizer, até mesmo ainda na gestação! As informações a seguir, foram organizadas pelo Projeto Nascido para Musica (Itália) e você vai precisar acompanhar e entender o desenvolvimento do seu filho em relação aos sons e em seguida com a música. Essas etapas são flexíveis, pois cada criança segue suas rotas e os tempos pessoais podem variar.

  • O feto começar a ouvir sons e ruídos entre o mês 5° e 6º mês de gestação e a reagir a estímulos sonoros, reconhecê-los e recordá-los quando eles se repetem. É por isso que um bebê já nasce reconhecendo a voz da mãe e das pessoas mais próximas, assim como seu próprio idioma. Durante a gravidez, recomenda-se que as futuras mamães cantem todos os dias, especialmente após o 6º mês . Uma vez, vinda ao mundo, a criança é capaz de reconhecer melodias ouvidas quando ela ainda estava no útero; quando a mãe canta, há uma efeito tranquilizador.
  • Do nascimento aos 3 meses:
É sensível a estímulos e a um ambiente musical;
Distingue e reconhece as vozes mais conhecidas e se acalma ao ouvir a voz da mãe. Um som ambiente, ou a presença dos ruídos do lar criam condições de bem estar e agradável produção de sono.

  • De 4 a 6 meses:
Mostra interesse em objetos que emitem sons ;
Procura identificar onde estão os sons do ambiente;
Produz o primeiro balbucio e percebe que com esse som ele pode  interagir com um adulto;
Capta as intenções expressivas em sua voz.

  • Entre 7 e 10 meses:
Faz suas primeiras tentativas de cantar;
É capaz de organizar seus próprios gestos para sons particulares.

  • Entre 10 e 12 meses:
Reproduz e imita, com o aumento da precisão, sons simples e ritmos curtos;
Começa a falar na sua língua materna:
Diferenciando fala e canto;
Mostra preferências com as músicas que ouve.

  • De 1 a 2 anos:
Exploração de objetos
Exploração de sons feita por tentativa e erro, em seguida, torna-se mais deliberada e organizada de acordo com as regras da música que são gradualmente descobertas.

  • Aos 2 anos, muitas crianças acompanham músicas com atividades lúdicas improvisadas e espontâneas.
  •  A partir de 3 anos, já  é experiente na capacidade de se ligar a vários movimentos, gestos  e ritmos diferentes.
  •  A partir de 4 anos já pode entender e obedecer certas "regras", mesmo musicais.
  • Com 5-6 anos as crianças têm um repertório rico e variado de canções que elas jogam (música e movimento) de uma maneira pessoal, até que já tenha a capacidade de interpretar emoções e ideias musicais com o movimento de seu corpo.

Música e televisão:
Desde os 2 anos, as crianças mostram grande atenção aos sons que ouve na TV, reconhecendo o jingle de programas e trilhas sonoras de desenhos animados  favoritos . Uma criança de 5 anos sabe como identificar emoções narradas na música.
     Na exploração dos sons com crianças desde os primeiros meses, é importante oferecer objetos que produzem sons interessantes e prestar atenção aos jogos musicais infantis, ouvindo e valorizando suas descobertas sonoras.
      As primeiras formas de cantar são construídas por jogar, repetir e variar a entonação e o ritmo de vocalizações infantis. Enquanto o bebê cresce, você vai gradualmente construindo um repertório de canções e rimas, também combinado com gestos e jogos com movimento.
     Quando maior, é importante que seu filho participe ativamente do ato de ouvir música (cantando, batendo palmas no tempo, repetindo, memorizando etc.).
Fontes: acp / npm

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Música na idade pré-escolar


       Para as crianças entre 3 anos e meio e 6 anos, as aulas de música, em particular o piano, são uma excelente preparação para a escola, especialmente para a matemática. Desenvolve disciplina e concentração.
    De acordo com uma experiência neurológica realizada na Califórnia, aulas de piano regulares podem ser um ponto de partida para o desenvolvimento do raciocínio utilizado em matemática e ciências.
       Crianças entre 3 e 4  anos de idade que aprenderam Twinkle, twinkle, little star (Brilha, brilha estrelinha) e outras melodias simples por mais de seis meses mostraram classificação 34% melhor em testes de QI do que aqueles que tiveram aulas de informática ou não fizeram nenhuma atividade extra.    

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O ensino musical arcaico

     Todos sabemos que tudo muda o tempo todo e porque ainda temos que seguir certos padrões (como os de ensino musical) da mesma forma que eram seguidos há cinquenta, sessenta anos atrás! Coisa absurda!!! Nenhuma criança vai à escola nos dias de hoje e espera encontrar os mesmos parâmetros da década de 1950. Já não existe ensino Primário, Ginasial e Colegial faz muito tempo, o tal de 1º e 2º graus também já são coisa do passado, ensino fundamental de 8 anos também já não existe, mas infelizmente ainda ninguém parou pra analisar que as aulas de música ainda seguem os mesmos caminhos de tantas décadas atrás. Isso mesmo! De décadas atrás!!! A maioria dos professores ainda ensina música da mesma forma que ensinavam aos nossos avós! 
     Fico muito triste com isso pois são paradigmas difíceis de quebrar e o que é pior, principalmente pelos próprios  professores que por não terem uma reciclagem profissional constante (por falta de opção ou por comodismo) insistem em ensinar da mesma forma como aprenderam, até mesmo com os mesmos métodos (falo aqui dos métodos de iniciação, a alfabetização musical e primeiros estágios).
      Há métodos antigos que possuem belas melodias e aprendizado sério, mas totalmente incoerentes com a realidade do século XXI, onde as crianças (e os adultos também) estão sob constantes estímulos audiovisuais e sonoros, como podemos tornar estimulante um aprendizado nos padrões do pós-guerra?
     Nos Estados Unidos, o professor de música que não se faz cursos, se especializa, se atualiza é sério candidato a perder seu cargo como professor (lá o ensino musical nas escolas é forte e obrigatório), no Brasil, com tanta gente criativa e capacitada, infelizmente falta estímulo e vontade por parte de muitos em se reciclar profissionalmente e a coisa vai naquela mesmice. Por isso tanta gente sente ser tão difícil estudar música. O que você acha se a escola de seu filho adotasse a cartilha "Caminho Suave" como livro para alfabetização? Estranho, não? Foi excelente... para as crianças de 1970/80, agora a realidade é outra, parece que esses pequenos já nascem sabendo, vivem mergulhados em muita informação! A arte é muito mais vivenciada com cores e formas por toda a parte. É uma nova geração! Deu pra sentir a diferença? Chega de monotonia!!! Sim ao novo!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A música é patrimônio de todos


     A música desempenha um papel vital no desenvolvimento global do indivíduo. Quanto mais cedo melhor, até mesmo antes do nascimento! 
     Ela atua sobre os estados de espírito e emoções mais profundas, é alimento para a mente e o espírito, mas também divertida, lúdica, um grande incentivo para desenvolver o potencial da pessoa expressiva e criativa. 
     Quando a música está presente na vida cotidiana, você aprende a cantar , assim como você aprender a falar. Um ambiente musicalmente estimulante onde os pais oferecem à criança estímulos de brincar com a voz e com os sons, fortalece o vínculo emocional na família e é um terreno fértil em que você pode desenvolver essas experiências musicais de seus filhos, mais tarde, com a aprendizado de um instrumento. 
   Esse tipo de atividade é fácil, não precisa de grandes habilidades musicais e não mexe no bolso. Basta cantar, improvisar com objetos que produzem sons e usar a criatividade! A música não deve ser o privilégio de alguns, mas tornar-se o patrimônio de todos.